Sobre aldamartinelli

Minha formação inicial é de jornalista, mas desde 1998, quando conheci a Yoga Massagem Ayurvédica, meu coração e mente ficaram divididos entre assessoria de imprensa e a terapia corporal. Com mais de 30 anos dedicados ao jornalismo, com passagem pelos principais veículos de comunicação de São Paulo, decidi, a partir de 2006, fazer da Yoga Massagem Ayurvédica, minha atividade principal.

Yoga Massagem Ayurvédica auxília no tratamento da Depressão

Há cerca de 6 anos além de pessoas com dores na coluna, venho atendendo um número significativo de indivíduos com queixas de depressão, insônia, fibromialgia e síndrome do pânico. E essa terapia vem se mostrando muito eficiente como coadjuvante no tratamento desses problemas.

Cresce, cada vez mais, o número de indivíduos em busca de psicopsicoterapia e terapias alternativas, para aplacar os males do mundo moderno como depressão, síndrome do pânico e insônia. Segundo a Dra. Márcia Lenci Viscomi Hazarabedian, psicodramatista e terapeuta de casais e família, a depressão afeta mais de 340 milhões de pessoas em todo mundo, um número que vem crescendo numa grande velocidade e estimativas apontam que em 10 anos, 20% da população mundial sofrerá desse mal.

Considerada, por especialistas de várias partes do mundo, como uma das mais completas terapias corporais, a Yoga Massagem Ayurvédica, criada há mais de 30 anos por Kusum Modak, mescla deslizamentos e amassamentos da masssagem tradicional indiana com alongamentos da Yoga.

Relatos
O empresário José Mucinho, paciente de Alda Martinelli, durante uma entrevista para Folha Online contou que para ele ” foi surpreendente a intensidade e a rapidez dos resultados da Yoga Massagem Ayurvédica: tanto para relaxamento como para complementaridade clínica”.

Questionado sobre o que o levou a procurar a massagem e como ela o ajudou, o empresário respondeu:

Fui acometido em 2007 por algo que eu julgava estar imune: a depressão. Sou o tipo do cara que se considera resolvido socialmente, espiritualmente, sexualmente, profissionalmente, etc; porém, morando em São Paulo, imerso no turbilhão de responsabilidades, cobranças, compromissos – que o convívio das grandes cidades impo -, de repente me vi naquela circunstância (até então) impensável de “sentar num canto e chorar” sem motivo aparente. Hoje, consigo descrever o que se passava na minha cabeça naquela época: era um misto de vontade de morrer com um medo lancinante que isso acontecesse.

Fui medicado (com os também assustadores “remédios tarja preta”), mas o grave da circunstância não me abandonava. Comecei um acompanhamento com uma psicoterapeuta, que logo me avisou sobre o delicado (e moroso…) processo de minha recuperação; eu teria de juntar forças e ter muita paciência para alcançar meu rebalanceamento mental. Foi quando percebi que nem os remédios, nem a psicologia poderiam me pronto-socorrer. Minha esposa ligou para a Alda e, menos de uma hora depois, eu já estava sob seus cuidados, recebendo a Yoga Massagen Ayurvédica.

O resultado foi imediato e decisivo: os toques, as flexões, os exercícios respiratórios, a energização, tudo isso operou em mim a exata medida do que eu necessitava: o concílio entre mente e corpo, a correção dos fluxos sanguíneos, do sistema linfático, o alinhamento das idéias, a calma, e outras coisas que, sinceramente, não consigo descrever. Sei apenas que o trabalho da Alda foi fundamental na minha recuperação.

Próximo Curso
Início em 7/6/14 no Studio Yoga Flow. Informações http://www.yogaflow.com.br

Atendimento
Rua Jacques Félix, 408 – V. Nova Conceição – SP
Fone: (11) 99962-5670
aldamartinelli@uol.com.br

 

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Clipping

Técnica que mistura ioga, massagem e meditação auxilia no tratamento da depressão

Ana Sachs
Do UOL, em São Paulo

06/08/201211h22

A terapeuta corporal Alda Martinelli descobriu a Yoga Massagem Ayurvédica por acaso, na década de 1990, e, anos mais tarde, abandonou a profissão de jornalista para se dedicar à técnica. Para ela, a massagem funcionou para aliviar problemas nas costas.

Mas foram seus joelhos que a levaram a fazer um curso na Índia com a criadora da modalidade e a escrever o recém-lançado livro Yoga Massagem Ayurvédica – A Transformação pelo Toque. Após cirurgias malsucedidas, foi por meio dessa massagem que Martinelli encontrou um pouco de alívio para as dores que sentia.

Pouco conhecida no Brasil, a YMA foi criada nos anos 1980 pela indiana Kusum Modak e mistura exercícios de alongamento, respiração e meditação para trazer bem-estar aos pacientes.

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Na técnica de Yoga Massagem Ayurvédica, o paciente não é passivo, mas participa ativamente das posições, que são todas realizadas com o auxílio de um terapeuta especializado

A base do método são os procedimentos da massagem tradicional indiana com posições da ioga. “Ou seja, os deslizamentos, amassamentos e pressões com as mãos e os pés estimulam a circulação e aquecem a musculatura e as articulações, preparando o corpo para as flexões, torções e alongamentos baseados nas posturas da ioga”, afirma Martinelli.

A grande diferença em relação a outros métodos é que não se trata de uma massagem passiva, mas que conta com a total participação do paciente. É preciso estar o tempo todo consciente de seu corpo para sentir os benefícios. “Não é uma massagem em que se fica deitado relaxando, mas fica-se consciente para modificar os padrões e restabelecer o equilíbrio do corpo”, explica.

Por isso, a YMA é indicada para o equilíbrio emocional. Segundo ela, o tratamento de problemas como depressão e síndrome do pânico encontra grande auxílio nesta técnica.

Vivendo na correria de São Paulo, o empresário mineiro José Mucinho, 44, viu-se em depressão alguns anos atrás. Junto aos tratamentos convencionais (terapia e remédios), ele considera que a massagem foi fundamental para auxiliar sua cura.

“O resultado foi imediato e decisivo. Os toques, as dobras, os exercícios respiratórios, a energização, tudo isso operou em mim a exata medida do que eu necessitava: o concílio entre mente e corpo, a correção dos fluxos sanguíneos, do sistema linfático, o alinhamento das ideias, a calma”, relembra.

Além dos benefícios emocionais, há a parte física. A YMA ajuda a mobilizar os ossos, a musculatura e as articulações do corpo e, entre os principais benefícios que proporciona, está a maior consciência corporal.

Definida pela terapeuta como uma massagem “delicada e vigorosa ao mesmo tempo”, a YMA começa com um aquecimento do corpo feito com um óleo especial e com uma sessão de alongamentos, feitos de acordo com o problema de cada um.

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Alívio do estresse e das tensões do dia a dia são alguns dos benefícios da técnica

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A modalidade também pode auxiliar no tratamento de pessoas com depressão e síndrome do pânico

O método conta com mais de cem manobras, realizadas de acordo com o limite de cada pessoa, sem forçar nada. O objetivo não é sentir dor, mas relaxar tanto a mente quanto o corpo, e se soltar aos poucos. “É uma massagem prazerosa, que vai ‘arrumando’ aos poucos o corpo. Às vezes sente-se dor, mas é uma dor boa, que solta”, afirma Martinelli.

Devido ao grande foco na meditação, a técnica também colabora para aliviar tensões e combater a insônia.  Ajuda também a reduzir o estresse e problemas decorrentes dele, como o bruxismo (ranger os dentes enquanto dorme).

Para fazer a YMA tem de se estar consciente da respiração, do corpo, da postura. Isso, segundo ela, já é uma espécie de “meditação”, pois meditar nada mais é do que prestar atenção em si mesmo e no que se está fazendo no momento.

O foco na respiração é outro ponto importante e vale para toda a sessão de YMA, que dura até 1h15. “A respiração faz 80% do trabalho, levando oxigênio para as células, relaxando a musculatura. Não é algo passivo, mas de conscientização, que vai gerando a mudança no físico e no mental”, explica.

Esse trabalho na respiração, que leva a uma maior oxigenação das células, auxilia no tratamento da pressão alta, enxaqueca, zumbido na orelha, asma e bronquite.

“A massagem alivia a tensão, fortalece o sistema imunológico, desintoxica o organismo e rejuvenesce a pele”, pontua ela. Outro benefício é deixar os músculos mais tonificados e lubrificar as articulações. Por isso, ajuda quem tem reumatismo e artrose a ter mais qualidade de vida.

A melhora na autoestima também é evidente, segundo a terapeuta. “Se a pessoa não se cuida muito, passa a se enxergar melhor, na busca de uma melhora”, acredita.

Não há restrições de idade para a técnica, que pode ser feita por adolescentes, adultos e idosos. Ela deve ser evitada, no entanto, por portadores de algumas doenças como veias varicosas, trombose, flebite, dissecção arterial, câncer, hipertensão arterial não controlada e problemas na pele, como infecções, escoriações ou inflamações agudas. Grávidas até o quarto mês e pacientes com fraturas e cirurgias recentes também não podem realizar a massagem.

Em todos os casos, vale consultar o seu médico antes de submeter à técnica.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/08/06/tecnica-que-mistura-ioga-massagem-e-meditacao-auxilia-no-tratamento-da-depressao.htm

 

O Toque

toque1A pele é um sistema de comunicação gigante. Uma área de 3,8cm2 de pele possui aproximadamente 3 milhões de células, 100 glândulas sudoríparas, 50 terminações nervosas, 90 centímetros de vasos sanguíneos. Estima-se que haja 50 receptores sensoriais a cada 100 centímetros quadrados.

Contatos básicos, como o carinho e o afeto, bem como o toque terapêutico, são recebidos através da pele. À medida que as terminações nervosas são estimuladas, sinais são enviados para o cérebro, propiciando relaxamento, sensação de bem-estar e de alívio da dor. Como consequência, o indivíduo passa a ter uma percepção melhor do seu corpo, de suas emoções e sentimentos, o que facilita sua relação consigo mesmo e com o mundo que o cerca.

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O toque é uma das principais necessidades do animal, seja ele racional ou irracional, e tem sido usado como terapia desde as civilizações mais antigas. Alguns estudos demonstram a importância do contato físico para os recém-nascidos e no desenvolvimento dos primatas. É sabido, por exemplo, que macacos jovens privados de convívio próximo sentem dificuldade em se relacionar e que a ausência do toque produz irritabilidade e depressão nas crianças.

Além dos indianos, os chineses, os egípcios, os mesopotâmicos, os gregos e os romanos utilizavam a massagem como instrumento de cura.

A massagem é um método de tocar, pressionar, friccionar e amassar diversas regiões do corpo, a fim de aliviar a dor, relaxar, estimular e tonificar músculos, tendões, ligamentos e articulações. Tem como finalidade promover o equilíbrio e o bem-estar físico, mental e espiritual.

Na Índia, existem vários tipos de massagem. As técnicas Abhyanga e Shirodhara utilizam bastante óleo e são algumas das mais conhecidas no Ocidente. Fazem parte de um antigo sistema natural de saúde indiano chamado Ayurveda, cuja abordagem preventiva oferece diversas terapias para restaurar o equilíbrio funcional do indivíduo.

Reza a lenda que a Ayurveda foi transmitida dos deuses aos mortais via os rishi, os homens santos da época. E essa ciência sempre reservou à massagem um lugar fundamental.

Esculturas e desenhos antigos mostram a massagem como um dos passatempos favoritos dos deuses. Algumas ilustrações retratam Vishnu, o deus da preservação, recebendo massagem de sua consorte Lakshmi. Suas manobras salvadoras acalmavam-no, preparando-o para efetuar sua missão, que era a de gerir o equilíbrio do mundo.

Até os dias de hoje, essa terapia natural é usada regularmente na Índia, tanto de forma preventiva, para promover o bem estar geral, como no tratamento de pequenos desconfortos. Os médicos ayurvédicos também a utilizam de forma sistemática no tratamento de doenças mais graves. Esse trabalho corporal, natural e extremamente eficaz, é aplicado em bebês, crianças, adultos e idosos.

É da Ayurveda que deriva a Yoga Massagem Ayurvédica, técnica criada pela indiana Kusum Modak. Essa terapia, que mescla conhecimentos milenares da Ayurveda e da Yoga, lança mão de deslizamentos com óleos naturais e pó, manobras de alongamento, respiração profunda e meditação para alcançar seu objetivo final, que é o equilíbrio físico e mental de seus pacientes.

Atualmente, são crescentes a violência e o medo do contato físico na sociedade em que vivemos. Isso produz toda sorte de distúrbios do corpo e da mente. Em contrapartida, o ser humano corre em busca de tudo que possa promover o seu reequilíbrio e bem-estar. Em algumas culturas milenares, diferentes técnicas, como a massagem e a meditação, consolidaram-se nesse sentido. No Ocidente, a massagem como terapia está evoluindo dentro e fora dos sistemas de saúde de países como os Estados Unidos e o Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, faculdades de medicina têm incorporado a disciplina de cuidados complementares de saúde em seus programas, enriquecendo a formação de novos médicos.

Trecho do meu livro Yoga Massagem Ayurvédica – A Transformação pelo Toque.

Guia de Óleos

Trecho extraído do meu do livro Yoga Massagem Ayurvédica – A Transformação pelo Toque

Há milênios os óleos vegetais ocupam um espaço importante e peculiar em todas as civilizações, seja como moeda, ferramenta de sedução ou instrumento de cura. No caso dos óleos utilizados para massagem, vale lembrar que eles contêm substâncias como vitamina E, vitamina A e ácido linoleico, todas com excelentes propriedades terapêuticas. Veja algumas delas:

Óleo de Gergelim (Sesamum indicum)A vitamina E protege a membrana celular e previne o envelhecimento da pele. Sua ação é nutritiva, antioxidante e antienvelhecimento.

A vitamina A possui propriedades antioxidantes, que auxiliam no tratamento e na prevenção das rugas. Ela é necessária para o crescimento normal das células epiteliais e influencia a síntese de colágeno na derme. A aplicação de vitamina A sobre a pele ajuda a minimizar as mudanças que ocorrem com o envelhecimento.

O ácido linoleico tem papel importante na manutenção da membrana celular, na regulação da célula e na reparação da barreira epitelial. É um ótimo emoliente e evita que a pele fique desidratada e áspera. Suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias auxiliam na regeneração e na manutenção da pele.

Segue uma breve descrição dos principais óleos utilizados em massagens, incluindo a Yoga Massagem Ayurvédica.

Óleo de gergilim (Sesamum indicum)
Óleo de semente de uva (Vitis vinifera)É um óleo muito utilizado na Índia para massagens e pelos médicos ayurvédicos na confecção de óleos medicinais. Tem propriedades nutritivas e protetoras da pele que previnem o envelhecimento precoce, sendo excelente para peles secas.

Apresenta grande quantidade de minerais como ferro, fósforo, magnésio, cobre e cálcio. Contém antioxidantes naturais, como sesamol, sesamoline e ácido linoleico. É indicado no tratamento de inflamações, dores, rigidez muscular e

reumatismo, e também atua para aumentar a virilidade e a vitalidade. Uma massagem nos pés com esse óleo acalma o organismo, relaxa e facilita o sono. Esse elixir pode ser utilizado puro ou combinado com outros óleos, como o de

oliva ou o de girassol, para servir de base a diferentes poções medicinais.

Óleo de semente de uva (Vitis vinifera)

O óleo extraído da semente da uva possui altos teores de vitamina E e de ácido linoleico, com ótimas propriedades antioxidantes. É um óleo de fácil absorção e, por isso, pode ser aplicado em todos os tipos de pele. Hidrata e revitaliza profundamente a pele e auxilia na elasticidade dos tecidos, prevenindo as estrias. Reduz o inchaço e o edema, restaura o

colágeno e melhora a circulação periférica, sendo indicado também no tratamento da celulite. Pode ser utilizado em pessoas com acne, por conter alto teor de ácido linoleico, que reduz a inflamação nos folículos pilosos (poros) e torna a gordura produzida pelas glândulas sebáceas mais fluida, ou seja, menos propensa a entupir os poros.

Óleo de girassol (Helianthus annuus)
É um excelente óleo deslizante para massagens, com ótima relação custo-benefício, dado que é relativamente barato. É um óleo doce e fresco que tem em sua composição ácidos graxos essenciais, como o linolênico e o linoleico, além de vitamina A e vitamina E. O óleo de girassol tem ação cicatrizante em contusões, escoriações e feridas. É efetivo contra inflamações, alergias e infecções na epiderme. Além dos atributos emolientes e hidratantes, indicados para peles secas, rachadas e envelhecidas, também apresenta propriedades nutritivas e

antioxidantes, auxiliando na restauração do epitélio.

Óleo de amêndoas doces (Prunus dulcis)

É um óleo com propriedades amornantes e sabor doce. De cheiro suave, é indicado para todos os tipos de pele, inclusive as delicadas e sensíveis como as de crianças, idosos e grávidas. Sua composição é rica em vitaminas A, B1, B2 e B6, ácidos graxos e proteínas. Contém propriedades nutritivas, antioxidantes e emolientes. É de boa absorção e hidrata profundamente a tez, sendo, por isso, utilizado na prevenção de estrias. Além de hidratar e suavizar a pele, auxilia na

regeneração do tecido epitelial, rejuvenescendo-o. É indicado para massagens que visam à recuperação muscular, diminuição de inchaços e aumento da vitalidade.

Óleo de amendoim (Arachis Hypogaea)

O óleo de amendoim é encorpado, ótimo hidratante e emoliente, bom para ser utilizado nas peles secas. Contém vitaminas do complexo B, ácido linoleico e polifenóis, o que lhe confere excelentes propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, auxiliando na regeneração e no cuidado da pele. É indicado no tratamento da artrite e para a recuperação muscular e dos nervos, além de auxiliar a circulação. Deve ser usado com cuidado, pois pode provocar alergia em algumas pessoas. Sua utilização não é recomendada em pessoas alérgicas a amendoim.

Publicado no Blog Abertamente

Você conhece a lenda de Ganesha?

Foto retirada do site “jogando conversa fora mesmo” e texto retirado do site “grupo de estudos virtuais – eu sou luz“, baseado no livro Ganesh – o grande deus hindu (madras editora).

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Ganesha pertence à família de deuses mais popular do Hinduísmo. Ele é o filho mais velho de Parvati e Shiva. Parvati é filha dos deuses Himalayas, aquela cadeia de montanhas nevadas, que cobre o norte da Índia. Ela é uma deusa muito graciosa e linda, mãe bondosa e esposa devota. Shiva – bem, até mesmo seus amigos mais íntimos admitem, que ele não é um pai ou marido ideal. Shiva ama sua família de todo coração, mas a sua maneira. O que acontece é que ele não agüenta ficar em casa o tempo todo. Tem alma de aventureiro, gosta de viajar, mas a sua paixão é a meditação e o Yoga. Tanto, que quando absorto meditando, nem um terremoto o perturba.

Shiva e Parvati casados, viviam muito felizes num bangalô no Monte Kailasa nos Himalayas, longe da civilização. Depois de algum tempo, Parvati percebeu que seu marido estava inquieto, ele abria a janela e olhava suspirando os altos picos das montanhas, e ela via nos seus olhos a sombra de um sonho. Ela o amava profundamente, e compreendeu o desejo que o consumia.

Um dia ela disse a Shiva:

– Por que você não viaja por uns tempos? Eu sei que você levava uma vida diferente, antes de nos casarmos. Você meditava, dançava, deve estar sentindo falta de tudo isso agora.

– Não minha querida – assegurou-lhe o marido. – Os velhos tempos acabaram, não sinto falta deles mais.

– E a sua meditação? – ela perguntou. Ela era a sua principal ocupação. – Você é o maior yogui dentre todos os deuses.

Shiva sabia que ela estava certa. Ele desejava mesmo se absorver de novo, pela prática da meditação, e tinha saudades das grutas favoritas das montanhas, onde se sentava para meditar. E depois foi o poder do Yoga, que o transformou num deus tão poderoso. Mas ele ainda hesitou.

– Mas você não vai se sentir sozinha, se eu for?

Parvati lhe assegurou que ficaria bem. Até porque, queria reformar o bangalô, transformar num lugar confortável e bonito onde uma família pudesse morar, um lar de verdade.

Feliz, Shiva colocou sua pele de tigre na cintura, enrolou suas cobras favoritas no pescoço e braços, chamou Nandi, sua vaca, e dando um aceno de despedida partiu montado nela.

– Não me demorarei. – ele disse a Parvati

Só que Shiva é o mais esquecido dos deuses. Quando medita é impossível despertá-lo. Acima do sagrado rio Ganges, Shiva se sentou e começou a meditar. Passaram-se muitos anos, que equivaliam a milhares de anos terrestres, uma vez que o tempo é diferente para os homens e deuses.

Quando finalmente, Shiva levantou da posição de lótus, lembrou-se da esposa que o esperava pacientemente, no Monte Kailasa, e correu de volta para casa.

Neste tempo que Shiva esteve ausente, Parvati fez um lindo jardim em volta do bangalô, costurara cortinas para as janelas e almofadas para o chão, pintara as paredes e as portas. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia que tinha deixado sua esposa grávida. Parvati teve um lindo menino, que a manteve bastante ocupada, lhe deu o nome de Ganesha.

Anos se passaram e o deus bebê cresceu e transformou-se num rapaz inteligente e sério, muito apegado a mãe, e que adorava ajudá-la.

Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho, enquanto seu filho se mantinha perto do portão do jardim. Um homem alto, com longos cabelos presos, um monte de cobras e uma pele de tigre enrolada no corpo se aproximava do portão, e atrás dele uma vaca. Shiva tinha voltado para casa sem se preocupar com sua aparência selvagem.

Shiva parou… – será que esta linda casa era mesmo a sua? E quem seria aquele garoto bonito no portão?

– Deixe-me entrar menino!

– Não, – respondeu Ganesha, franzindo as sobrancelhas para o vagabundo que queria entrar.

– Você não pode entrar! Ganesha se posicionou na porta de espada em punho.

Naquele momento, Shiva estava furioso, seu terceiro olho, do poder, apareceu no meio da sua testa, brilhando como fogo. Em segundos o corpo do menino estava no chão sem cabeça.

Ouvindo vozes Parvati se apressou, horrorizada viu seu filho sem cabeça e o marido que há tanto tempo não via. Chorou amargamente. Exclamou:

– O que você fez?! Este é Ganesha seu filho!

Shiva desculpou-se a Parvati, porém não podia voltar atrás, o que esta feito, esta feito. Mas prometeu a sua esposa que o primeiro ser que visse “dormindo errado” (considerava que aquele que dormia com a cabeça voltada para o sul, estava errado, pois o certo seria dormir com a cabeça voltada para o norte) ele cortaria a cabeça e a colocaria em seu filho.

Então Shiva percorreu milhas e milhas, e encontrou um filhote de elefante dormindo “errado”. Shiva cortou-lhe a cabeça e ao retornar encaixou-a entre os ombros de Ganesha. Inconformada Parvati foi pedir ajuda a outros deuses.

Brahma e Vishnu que são autoridades no Hinduísmo tanto quanto Shiva, ao ver o pobre e esquisito menino com cabeça de elefante, disseram a Parvati que nada poderiam fazer quanto a cabeça de Ganesha, pois não poderiam passar por cima de uma decisão de Shiva, mas poderiam dar à Ganesha poderes, para que ele se transformasse num deus muito querido por todos ou hindus. Ganesha seria sempre reverenciado antes de todas as cerimônias religiosas, seria também aquele que destrói os obstáculos, aquele que trás fortuna…

Parvati sentiu-se aliviada, agradeceu aos deuses, e se foi.

E assim se fez. Hoje na Índia Ganesha é o deus mais adorado, sua imagem é encontrada no painel de todos transportes, na entrada das lojas comerciais, e é realmente lembrado com carinho e devoção em todas as cerimônias religiosas, dando proteção e apoio àqueles que são seus devotos.

Ele é o Deus do conhecimento, sabedoria  e removedor de obstáculos. Ele é venerado ou pelo menos lembrado no inicio de qualquer missão ou novo projeto para bênçãos e patrocínio.

Ele tem quatro mãos, a cabeça de um elefante e uma barriga bem grande. Seu veiculo é um pequeno rato. Em uma de suas mãos ele carrega uma corda (para carregar os devotos da verdade), uma machadinha em outra (para libertar seus devotos de apegos e vícios), tem um doce em uma das mãos (para gratificar os seus devotos por suas atividades espirituais), suas quatro mãos estão sempre estendidas para abençoar as pessoas.  A combinação de sua cabeça de elefante e um veiculo de pequeno e ligeiro ratinho representa tremenda sabedoria, inteligência, presença de espírito e agilidade mental.

As formas como Ganesha é representado são bastante variadas, como podemos perceber ao compararmos a descrição acima e o desenho no começo do texto.

Kusum Modak

Texto e foto do livro “Yoga Massagem Ayurvédica – A Transformação pelo Toque” de Alda Martinelli

Kusum Modak

Corria o ano de 1938, mais precisamente dia 28 de abril. O universo estava em polvorosa. Felizes, Danvanthari, Pantajali, e outros sábios e deuses indianos confabulavam sobre o destino daquela criança que estava chegando ao mundo. “Ela terá uma missão muito linda e importante a cumprir”, disse um deles. “Veja as mãozinhas”, disse outro, “dedos longos e fortes. Personalidade marcante e bondade infinita no coração”. “É”, falou finalmente Danvanthari, o pai da Ayurveda, “ela levará à humanidade uma importante e criativa vertente dessa ciência. E o limite não será a sua cidade natal, Pune, mas sim o mundo. Não será fácil a sua trajetória. Mas ela conseguirá, com muita garra, superar barreiras, físicas e culturais”. “E o nome?”, perguntou outra divindade. “Ah, o nome! Ela se chamará Kusum. Kusum Modak”. “Kusum significa Flor e, como tal, disseminará seu pólen, proliferando seu conhecimento”.

Caçula de três filhos, durante toda a sua infância e juventude Kusum sofreu com problemas de saúde, particularmente na coluna. Durante mais de 20 anos, percorreu uma longa, diária e disciplinada jornada na Yoga, sempre sob a orientação do exigente Shri B.K.S. Iyengar em seu instituto, em Pune. Os resultados no seu corpo foram tão surpreendentes que ela, anos depois, passou a adotar os alongamentos e as torções da Yoga em seu trabalho de massagem.

De família brâmane, ela tomou ainda jovem duas decisões corajosas sob o ponto de vista da cultura indiana: de não se casar e, depois, de dedicar-se totalmente à Yoga Massagem Ayurvédica, técnica que criou há mais de três décadas.

Aos 40 anos de idade, Kusum teve dois encontros que iriam transformar completamente sua vida. O primeiro foi com o yogi Iyengar e o segundo, com o mestre Limaye, homem simples, mas profundo conhecedor da arte da massagem tradicional indiana. A sensibilidade e a sabedoria desse último mestre despertaram em Kusum a força da cura, introduzindo-a nos caminhos da massagem.

Kusum herdou desses dois mestres uma forma simples e objetiva de se expressar, compartilhando seu trabalho com um misto de simplicidade e sofisticação. Regularmente, ela ministra sessões individuais em Pune, assim como treinamentos para profissionais da área da saúde do mundo todo, como médicos, terapeutas corporais, fisioterapeutas, instrutores de yoga e psicólogos, além de interessados de outros setores.

De pequena estatura, olhos ágeis e sempre atentos, a mestra – com seus 73 anos – se agiganta ao mostrar os intensos e delicados movimentos da massagem por ela idealizada. Suas mãos fortes e precisas vão esculpindo, lentamente, o corpo do paciente. “O corpo é um templo divino”, pontua a todo instante. “E, como tal, deve ser tratado com atenção e devoção”.

De uma maneira muito clara, simples e objetiva, Kusum consegue transmitir esse trabalho sério e complexo, cujo principal objetivo é sanar, na raiz, os diferentes problemas posturais e suas consequências. A mestra vai alongando, desfazendo nós de tensão e, como ela mesma enfatiza, “pouco a pouco, o corpo vai se abrindo como uma flor: pétala por pétala”. E, dessa forma, livres das tensões internas e externas, por meio de uma completa integração corpo-mente, vão ocorrendo as mudanças físicas e psicológicas.

Seus ensinamentos extrapolam o aspecto técnico da massagem. É uma lição muito mais ampla. Durante seus cursos, por meio de suas ações, ela mostra como ser firme e amoroso ao mesmo tempo, como ser compassivo, disciplinado e centrado. Ensina, ainda, como superar os limites físicos e mentais, a soltar as amarras, a meditar, a respeitar o próprio corpo do terapeuta e, consequentemente, o do paciente. Instrui o indivíduo a ser pleno e meditativo.

Anualmente, a partir do mês de outubro, pessoas de todo mundo se dirigem  a Pune em busca dos ensinamentos da mestra. São lições que extrapolam o bem-estar físico e mental de quem recebe a massagem, beneficiando também o próprio terapeuta.